Programando em BASIC com o Inliner

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Por melhor que seja o editor¹ embutido em um interpretador BASIC ele não contará os recursos básicos de qualquer editor de textos moderno e aos quais já estamos habituados. E ao trabalhar diretamente no editor de textos predileto, ao invés de diretamente no computador/emulador, rapidamente se percebe o quão chata é a tarefa de cuidar manualmente da numeração das linhas.

Por estes e mais alguns motivos² comecei a pensar em como seria bom prático programar em MSX-BASIC, ou em qualquer outro dialeto BASIC, em qualquer editor de textos e sem a preocupação em numerar linhas pois haveria uma ferramenta que cuidaria desta parte. E já que ela ficaria com o trabalho, que algumas facilidades interessantes também estivessem includas.

E a assim surgiu o Inliner! 🙂

(¹) Dependendo do interpretador BASIC ele será um editor de tela, onde é fácil editar diversas linhas simultaneamente, ou simplesmente um editor de linha, onde você só consegue mexer em uma linha por vez em uma espécie de “modo de edição”.

(²) Um exemplo irritante, o comportamento irritante do OpenMSX quando se pressiona uma tecla acentuada e ele fica louco repetindo o caractere do acento ad infinitum:-/

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25 anos do Linux!

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Há exatos 25 anos, no dia 25 de agosto de 1991, um sujeito chamado Linus Torvalds enviou para o grupo de discussão comp.os.minix da Usenet a seguinte mensagem:

Hello everybody out there using minix -

I'm doing a (free) operating system (just a hobby, won't be big and professional like gnu) for 386(486) AT clones. This has been brewing since april, and is starting to get ready. I'd like any feedback on things people like/dislike in minix, as my OS resembles it somewhat (same physical layout of the file-system (due to practical reasons) among other things).

I've currently ported bash(1.08) and gcc(1.40), and things seem to work. This implies that I'll get something practical within a few months, and I'd like to know what features most people would want. Any suggestions are welcome, but I won't promise I'll implement them :—)

Linus (torv...@kruuna.helsinki.fi)

PS. Yes - it's free of any minix code, and it has a multi-threaded fs. It is NOT protable (uses 386 task switching etc), and it probably never will support anything other than AT-harddisks, as that's all I have :—(.

Foi o anúncio oficial do projeto, para facilitar as contribuições ao desenvolvimento os arquivos foram disponibilizados em FTP, em outubro foi liberada a primeira versão oficial e o resto é (¼ de século de) história!

Mas antes de terminar, três coisas:

  1. O pessoal do Fun with Virtualization lembrou da data e resolveu colocar para funcionar dentro do QEMU a versão 0.10 do Linux;
  2. No Retrocomputaria a lembrança do quão furada estava a previsão do Linus Torvalds sobre a portabilidade da sua criação e
  3. A imagem acima foi uma das candidatas a logo/mascote do Linux.

Escrevendo um jogo para MSX – parte 2

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Programar em assembly é interagir diretamente com o hardware, mesmo que seja um “simples” joguinho. Para amenizar um pouco isto optei por preferencialmente usar as rotinas da BIOS do MSX, elas podem não garantir melhor performance mas asseguram compatibilidade, portabilidade e também agiliza a codificação já que não preciso escrever (e depurar) minhas próprias rotinas para ler o estado dos joystick, enviar dados para para o processador de vídeo etc.

Uma observação, esta parte deveria ter ficado junto da primeira mas para evitar que todo o conjunto fosse elevado à categoria de TL;DR preferi dividir em duas partes. A primeira com aspectos mais conceituais e visuais e esta aqui um pouco mais técnica.

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Escrevendo um jogo para MSX – parte 1

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E agora para algo completamente diferente e em comemoração ao sexto aniversário do Retrocomputaria (ocorrido no último 20 de janeiro) uma série de postagens detalhando o desenvolvimento de um jogo para MSX a partir de um descendente (in)direto das antigas workstations baseadas em UNIX: um notebook rodando Linux. 🙂

Óbvio que minha ideia não é produzir o “Guia definitivo sobre desenvolvimento de jogos em plataformas clássicas” ou mesmo o “Grande tutorial unificado de programação assembly para computadores MSX“, é coisa bem mais modesta. É detalhar o processo de criação de um jogo para MSX feito (quase que totalmente) do zero, indicando as ferramentas, os passos necessários e até dando algumas dicas práticas.

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Dia 11/07 é dia de Retro Rio!

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A quarta edição da Retro Rio — ou Encontro de Retrocomputação da Cidade do Rio de Janeiro para quem quiser ser mais formal — acontecerá no próximo dia 11 de julho no Centro Sócio-Educativo Lar do Méier, na rua Garcia Redondo, 103 (sim, no bairro do “Méia”). O evento ocorre das 09h00 até as 18h00, tem entrada gratuita e maiores informações podem ser obtidas na página do Retrocomputaria.

É uma chance de ouro para quem quer rever, ou apenas travar contato, com o simpático, rico e diversificado ecossistema computacional que existiu entre as décadas de 1970 a 1990.