Inicializando com Linux em USB no MacBook

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Quem tem um MacBook¹ sabe da frustração de não conseguir inicializá-lo normalmente em Linux a partir de dispositivos USB e tendo de recorrer à alguma mídia óptica — de preferência as regraváveis. Depois de tentar sem sucesso diversos tutoriais e ferramentas até já tinha desistido quando, por acidente, uma publicação sobre a disponibilização do PIXEL para computadores no blog do Raspberry Pi mostrou a solução para o problema.

(¹) Não só o MacBook mas com certeza qualquer outro computador com processador Intel fabricado pela Apple.

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Limitação de recursos com o cgroups – parte 1

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Os control groups — ou cgroups para encurtar — foram criados em 2006 por Paul Menage e Rohit Seth, integram o Linux desde a versão 2.6.4 (janeiro de 2008) e de forma bem simplificada consistem em um mecanismo que se encarrega de limitar, contabilizar e isolar recursos do sistema. Junto com o Linux Namespaces compõe a infraestrutura que implementa os contêineres neste sistema operacional.

Mas os cgroups não são de uso exclusivo dos contêineres e é possível utilizá-los para limitar e isolar os recursos do sistema também para os processos na “máquina física” e nesta primeira parte: processador.

ATENÇÃO — Após a publicação corrigi a concordância no texto já que cgroups está no plural e não no singular.

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Um “crontab” mais simples

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Bem resumido… cada linha do “contrab” é composta por seis campos. Os cinco primeiros representam, respectivamente, “minuto” (0-59), “hora” (0-23), “dia do mês” (1-31), “mês” (1-12) e “dia da semana” (0-7)¹; o sexto campo é o comando a ser agendado. E nas definições de hora, minuto, dia etc você pode usar “-” para indicat uma faixa de valores, o “,” para elencá-los individualmente ou então utilizar”*” para representar todos os valores possíveis.

Mas se você é assim como eu e nunca lembra direito da ordem dos cinco primeiros campos, há um conjunto de atalhos² que ajudam a simplificar um pouco o agendamento de tarefas.

(¹) Você pode usar 0 ou 7 para representar o domingo.

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Usando o Consul – parte 1

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Particularmente eu acho muito interessantes as ferramentas da HashiCorp, tanto que até Já escrevi alguma coisa sobre duas delas — Packer e Vagrant. Agora é vez da acrescentar o¹ Consul na lista.

E no ecossistema da HashiCorp ela é a ferramenta responsável pela descoberta, autoconfiguração e monitoramento de serviços… Quê?

(¹) Sei que deveria escrever “a Consul” pois o gênero é feminino (é a ferramenta) mas por outro lado é uma palavra na língua portuguesa de gênero masculino (é o Cônsul). Então, para não dar um nó na cabeça de ninguém usarei de “o Consul” — em todo caso é por ser o programa… 🙂

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Screenshot do dia…

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A data é 28 de outubro de 2000, a distribuição é a versão 1.0a da TechLinux. O hardware era um computador atípico com processador MII da Cyrix rodando a 300MHz, 80MiB  de RAM (64MiB+16MiB), disco rígido de 4GiB, controladora SCSI e uma placa mãe* bastante fora do comum.

Para quem não lembrar, a Techlinux era baseada em Mandrake, foi produzida pela Tech Informática e contou com três versões: 1.0 em 10/2000, a 2.0 em 07/2001 e a 3.0 em 03/2002.

(*) Não recordo o modelo e nem fabricante mas: o vídeo era embutido era PCI e só era desligado por jumper; dois conectores para fontes, um AT e outro ATX; slots para placas PCI e ISA e, aumentando a esquisitice, suporte para memória DIM e SIMM — aliás, a razão dos 80MiB de RAM… 🙂