Limitação de recursos com o cgroups – parte 1

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Os control groups — ou cgroups para encurtar — foram criados em 2006 por Paul Menage e Rohit Seth, integram o Linux desde a versão 2.6.4 (janeiro de 2008) e de forma bem simplificada consistem em um mecanismo que se encarrega de limitar, contabilizar e isolar recursos do sistema. Junto com o Linux Namespaces compõe a infraestrutura que implementa os contêineres neste sistema operacional.

Mas os cgroups não são de uso exclusivo dos contêineres e é possível utilizá-los para limitar e isolar os recursos do sistema também para os processos na “máquina física” e nesta primeira parte: processador.

ATENÇÃO — Após a publicação corrigi a concordância no texto já que cgroups está no plural e não no singular.

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Um “crontab” mais simples

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Bem resumido… cada linha do “contrab” é composta por seis campos. Os cinco primeiros representam, respectivamente, “minuto” (0-59), “hora” (0-23), “dia do mês” (1-31), “mês” (1-12) e “dia da semana” (0-7)¹; o sexto campo é o comando a ser agendado. E nas definições de hora, minuto, dia etc você pode usar “-” para indicat uma faixa de valores, o “,” para elencá-los individualmente ou então utilizar”*” para representar todos os valores possíveis.

Mas se você é assim como eu e nunca lembra direito da ordem dos cinco primeiros campos, há um conjunto de atalhos² que ajudam a simplificar um pouco o agendamento de tarefas.

(¹) Você pode usar 0 ou 7 para representar o domingo.

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Usando o Consul – parte 1

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Particularmente eu acho muito interessantes as ferramentas da HashiCorp, tanto que até Já escrevi alguma coisa sobre duas delas — Packer e Vagrant. Agora é vez da acrescentar o¹ Consul na lista.

E no ecossistema da HashiCorp ela é a ferramenta responsável pela descoberta, autoconfiguração e monitoramento de serviços… Quê?

(¹) Sei que deveria escrever “a Consul” pois o gênero é feminino (é a ferramenta) mas por outro lado é uma palavra na língua portuguesa de gênero masculino (é o Cônsul). Então, para não dar um nó na cabeça de ninguém usarei de “o Consul” — em todo caso é por ser o programa… 🙂

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Screenshot do dia…

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A data é 28 de outubro de 2000, a distribuição é a versão 1.0a da TechLinux. O hardware era um computador atípico com processador MII da Cyrix rodando a 300MHz, 80MiB  de RAM (64MiB+16MiB), disco rígido de 4GiB, controladora SCSI e uma placa mãe* bastante fora do comum.

Para quem não lembrar, a Techlinux era baseada em Mandrake, foi produzida pela Tech Informática e contou com três versões: 1.0 em 10/2000, a 2.0 em 07/2001 e a 3.0 em 03/2002.

(*) Não recordo o modelo e nem fabricante mas: o vídeo era embutido era PCI e só era desligado por jumper; dois conectores para fontes, um AT e outro ATX; slots para placas PCI e ISA e, aumentando a esquisitice, suporte para memória DIM e SIMM — aliás, a razão dos 80MiB de RAM… 🙂

25 anos do Linux!

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Há exatos 25 anos, no dia 25 de agosto de 1991, um sujeito chamado Linus Torvalds enviou para o grupo de discussão comp.os.minix da Usenet a seguinte mensagem:

Hello everybody out there using minix -

I'm doing a (free) operating system (just a hobby, won't be big and professional like gnu) for 386(486) AT clones. This has been brewing since april, and is starting to get ready. I'd like any feedback on things people like/dislike in minix, as my OS resembles it somewhat (same physical layout of the file-system (due to practical reasons) among other things).

I've currently ported bash(1.08) and gcc(1.40), and things seem to work. This implies that I'll get something practical within a few months, and I'd like to know what features most people would want. Any suggestions are welcome, but I won't promise I'll implement them :—)

Linus (torv...@kruuna.helsinki.fi)

PS. Yes - it's free of any minix code, and it has a multi-threaded fs. It is NOT protable (uses 386 task switching etc), and it probably never will support anything other than AT-harddisks, as that's all I have :—(.

Foi o anúncio oficial do projeto, para facilitar as contribuições ao desenvolvimento os arquivos foram disponibilizados em FTP, em outubro foi liberada a primeira versão oficial e o resto é (¼ de século de) história!

Mas antes de terminar, três coisas:

  1. O pessoal do Fun with Virtualization lembrou da data e resolveu colocar para funcionar dentro do QEMU a versão 0.10 do Linux;
  2. No Retrocomputaria a lembrança do quão furada estava a previsão do Linus Torvalds sobre a portabilidade da sua criação e
  3. A imagem acima foi uma das candidatas a logo/mascote do Linux.