Limitação de recursos com o cgroups – parte 1

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Os control groups — ou cgroups para encurtar — foram criados em 2006 por Paul Menage e Rohit Seth, integram o Linux desde a versão 2.6.4 (janeiro de 2008) e de forma bem simplificada consistem em um mecanismo que se encarrega de limitar, contabilizar e isolar recursos do sistema. Junto com o Linux Namespaces compõe a infraestrutura que implementa os contêineres neste sistema operacional.

Mas os cgroups não são de uso exclusivo dos contêineres e é possível utilizá-los para limitar e isolar os recursos do sistema também para os processos na “máquina física” e nesta primeira parte: processador.

ATENÇÃO — Após a publicação corrigi a concordância no texto já que cgroups está no plural e não no singular.

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Contêineres com LXC – parte 4

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Fazendo uma pausa com a programação de baixo nível para concluir o assunto sobre o LXC trazendo finalmente os contêineres não privilegiados, ou seja, os contêineres que são criados, iniciados e gerenciados a partir de um usuário “comum e corrente” e não pelo usuário root.

Só relembrando que os contêineres que criei até agora com o LXC o foram partir do usuário root. Ou seja, cada contêiner é um processo rodando com permissões de administrador e basta que alguém, ou alguma coisa, lá dentro saiba exatamente o o que fazer/como fazer para conseguir acesso total à máquina hospedeira.

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Contêineres com LXC – parte 1

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Voltando aos contêineres em Linux. Já escrevi alguma coisa sobre o Docker e até demonstrei como usá-lo para  rapidamente colocar uma aplicação rodando. Mas ele não é a única opção disponível para trabalhar com contêineres, outra ferramenta bastante interessante é o LXC, utilizado pelo Juju como parte da infraestrutura e originalmente pelo próprio Docker — a partir da versão 0.9 ele foi substituído pelo libcontainer.

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Ubuntu 15.04

Ubuntu 15.10

Dia 24 de abril de 2015 foi disponibilizada a nova versão do Ubuntu Linux, a 15.04 ou Vivid Vervet*. Esta versão faz parte do cronograma de lançamentos semestrais da distribuição (abril e novembro) e terá tempo de vida — de suporte — de nove meses** aplicados aos Ubuntu Desktop, Ubuntu Server, Ubuntu Core, Kubuntu, Ubuntu Kylin (a versão chinesa) e demais sabores.

Como já faz quase um mês do seu lançamento e não encontrei muito assunto interessante a respeito, resolvi escrever alguma coisa.

(*) Em português ficaria algo como macaco verde vistoso — aliás, a primeira regra para os nomes de versão que o povo da Canonical inventa deveria ser: não se traduz o nome da versão!

(**) Para a versão com maior tempo de suporte continue usando a 14.04 LTS.

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