A rotina de scroll do Parsec no MSX

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O jogo Parsec é um Shoot’em Up¹ desenvolvido por Jim Dramis and Paul Urbanus para o computador TI 99/4A da Texas Instruments e lançado em cartucho no ano de 1982. Nele você controla uma espaçonave que precisa se defender durante 16 fases de ondas sucessivas de ataque, ao mesmo tempo que precisa mantê-la devidamente abastecida (há áreas próprias para isto) e, claro, se entender com a inércia que torna sua movimentação pela tela um pouco complicada.

Opcionalmente, o jogo suporta o módulo de síntese de voz, Speech SynthetizerPHP1500, para a reprodução de mensagens como “Press fire to begin.“, “Nice shooting.“, “Warning! Time to refuel.” etc… do “computador de bordo” da nave.

Foi o primeiro jogo do TI 99/4A a utilizar o modo de vídeo GRAPHICS 2 — a SCREEN 2 dos MSX — e implementa uma rotina de scroll ponto a ponto que faz o cenário deslizar indefinidamente no decorrer da partida. Foi justamente por conta desta rotina de scroll que resolvi olhar com atenção para ele e tentar implementá-la no MSX.

E tudo isto foi há pouco mais de 4 anos…

(¹) Particularmente gosto mais do termo Mata Marcianos, usado pelos espanhóis. 🙂

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O cartão de 80 colunas da DDX – parte 2

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Dando sequência às minhas experiências com o cartão de 80 colunas DDX80 com uma correção pois na primeira parte afirmei que a memória de vídeo estava entre os endereços 0x6000 e 0x67ff e isto está errado¹ pois ela encontra-se entre os endereços 0x7000 e 0x77ff — os endereços de acesso aos registradores estão corretos, o 0x6000 para índice e 0x6001 para o valor.

Aliás, ao confirmar estes valores, acabei constatando uma “curiosa” diferença que torna DDX80 e VMX-80 incompatíveis entre si, pois o adaptador da Microsol tem a memória entre os endereços 0x6000 e 0x67ff e o acesso aos registradores do MC6845 é feito pelos endereços 0x7000 e 0x7001.

Ou seja… “Posso copiar seu trabalho? Pode mas não faz igual”… 😀

(¹) Aproveitei para corrigir também lá.

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O cartão de 80 colunas da DDX – parte 1

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Ganhei de um amigo uma interface DDX80, o “cartão” de 80 colunas lançado pela Digital Design Eletrônica para computadores MSX em 1988 mas ao pesquisar um pouco sobre ela na Internet me dei conta de que não havia muita informação disponível tanto sobre ela como também sobre a VMX-80, esta lançada pela Microsol em 1987 e que serviu de “inspiração” para a interface da DDX.

Então, além de escrever um pouco a respeito do que aprendi sobre a DDX80, resolvi também comprar uma VMX-80 para também poder compará-las! 🙂

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O desafio dos monstros – parte 1

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Este jogo, “O desafio dos monstros” (ou Monster Wrestling no título original), é um dos seis jogos que integram o livro Weird Computer Games. Todos eles são programas curtos, escritos totalmente em BASIC, de mecânica simples e compatíveis com os computadores Acorn BBC/Electron, Apple II, Commodore 64/VIC-20, TRS-80 Color e ZX-Spectrum — cada listagem contendo um apêndice com as instruções necessárias para adequá-lo à sintaxe/capacidades do interpretador em cada modelo.

Este livro foi escrito por Jenny Tyler e Chris Oxlade e editado em 1983 pela Usborne Publishing na Inglaterra. Em 1984 foi publicado no Brasil pela Editora Lutécia sob o título de Programas de Jogos de Terror, com o suporte aos computadores fabricados pela Acorn removido e acrescentadas instruções para compatibilidade com computadores MSX¹, PC, TRS-80 e até mesmo o TK-2000.

(¹) Algo curioso já que o MSX só foi lançado oficialmente no Brasil na segunda metade de 1985.

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Emulando o HB-4100 no openMSX

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Um pouco de arqueologia… em algum ponto de 1987 a EPCOM SHARP lançou¹ diversos periféricos para a linha MSX, mais especificamente para o modelo deles, o HOTBIT (ou HB-8000 de 1985). Os mais conhecidos deste pacote são certamente o HB-3600 (conjunto com a interface controladora, fonte de alimentação e a unidade de drive de disquetes de 5,25″ DD) e o HB-6000 (a unidade adicional de drive de disquetes).

Entre os lançamentos também estavam o HB-3000, uma interface serial, o HB-4000, cartão de 80 colunas, o HB-4100, expansão de 64KiB de RAM — estes dois últimos pensados como complemento ao HB-3600 — e ainda haveria o HB-4200, um (necessário) expansor de slots que acabou não passando da fase de protótipo.

Tanto o HB-3600 quanto o HB-4000 são emulados pelo openMSX e justamente para matar minha curiosidade com relação ao funcionamento da HB-4100 acabei criando por acidente uma extensão dela para o openMSX.

(¹) Esta sequência culminou com o lançamento da versão 1.2 do HOTBIT (o “HOTBIT preto”) no final deste mesmo ano.

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