Ubuntu 15.04

Ubuntu 15.10

Dia 24 de abril de 2015 foi disponibilizada a nova versão do Ubuntu Linux, a 15.04 ou Vivid Vervet*. Esta versão faz parte do cronograma de lançamentos semestrais da distribuição (abril e novembro) e terá tempo de vida — de suporte — de nove meses** aplicados aos Ubuntu Desktop, Ubuntu Server, Ubuntu Core, Kubuntu, Ubuntu Kylin (a versão chinesa) e demais sabores.

Como já faz quase um mês do seu lançamento e não encontrei muito assunto interessante a respeito, resolvi escrever alguma coisa.

(*) Em português ficaria algo como macaco verde vistoso — aliás, a primeira regra para os nomes de versão que o povo da Canonical inventa deveria ser: não se traduz o nome da versão!

(**) Para a versão com maior tempo de suporte continue usando a 14.04 LTS.

Ubuntu Desktop

O instalador continua o Ubiquity, portanto sem novidades (ou surpresas) e em cerca de 20 minutos você já tem o ambiente de trabalho pronto para ser utilizado. Aproveitei para condensar a instalação em um mosaico com, também, vinte telas (passos):

instalação do ubuntu desktop - vivid vervet

A versão Desktop incorpora atualizações no Chromium (versão 41), Firefox (versão 37), Gnome (3.14), LibreOffice (4.4), Qt (5.4), Pulseaudio (versão 6, permitindo a atualização do BlueZ para a versão 5 para breve) e atualização no número de ambientes suportados pelo Ubuntu Make.

O Ubuntu Make, que antes era chamado de “Ubuntu Developer Tools Center“, é uma ferramenta que auxilia na instalação e configuração de ambientes de desenvolvimento. Com ele é possível fazer a instalação do Eclipse ou o SDK do Android  com a utilização de um único comando — o que é algo muito prático!

A instalação dele é simples:

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install ubuntu-make

Depois de instalado, digite umake -h e ele informará as categorias de ambientes disponíveis, digite umake <categoria> -h e serão listados os respectivos programas. Por exemplo, para instalar o PyCharm basta digitar:

$ umake ide pycharm

Ele fará o download dos programas e dependências, executará a instalação e quando terminar o PyCharm estará disponível e pronto para uso:

pycharm via ubuntu make - vivid vervet

E claro, não comentei mas as telas comprovam, que o ambiente padrão “ainda” é o Unity, para a alegria de uns e agonia de alguns. Porém Gnome (versão 3.14), Mate (versão 1.8 — aliás, pra quem nunca se deu conta, ou foi até o final da página do projeto, o ambiente se chama “má te” e não “mei te” o nome foi dado justamente em homenagem à erva mate!), XFCE (versão 4.12) e outros estão disponíveis.

Ubuntu Server

Assim como na versão Desktop o instalador é o mesmo das versões anteriores — no caso o Debian-Installer, sim o mesmo da Debian — está disponível apenas na versão em modo texto, e o mosaico de vinte e cinco telas (passos) resume o processo:

instalação do ubuntu server - vivid vervet

Na versão para servidores há novas versões do Ceph (0.94.1), cloud-init (0.7.70), docker (1.5.0), Juju (1.20.10), libvirt (1.2.12), LXC (1.1) , OpenStack (2015.1), Open vSwitch (2.3.1), qemu (2.2) e a inclusão do LXD (na versão 0.7). Foram ainda atualizados os pacotes relacionados ao HA (corosync 2.3.4, haproxy 1.5.0 e pacemaker 1.1.12). Você acha que a Canonical está rumando completamente para a computação nas nuvens? Calma que ainda falta contar uma coisa.

Com relação aos instaladores, as soluções existentes hoje (Ubiquity, Debian-Installer e também o Anaconda da Red Hat — esqueci de algum?) já se encontram suficientemente maduros para se pensar em mudanças radicais..

Ubuntu Core

A grande novidade da versão 15.04 é o Ubuntu Core (ou simplesmente Snappy). O Snappy está inicialmente voltado para a “Internet das coisas”, testes de software porém há rumores de que substituirá a dupla APT/DPKG. Está disponível em versões para processadores Intel (i386 e amd64) e ARM (duas plataformas Beaglebone e Raspberry Pi para ir direto ao ponto) e consiste em uma imagem mínima (Ubuntu Core) contendo as mesmas ferramentas e bibliotecas da versão corrente (no caso a 15.04) porém com um sistema diferente de instalação de programas com a substituição do pacote por um sistema transacional.

Ou seja, ao invés do tradicional pacote (um arquivo único contendo tudo aquilo que a aplicação precisa ou referenciando as dependências que precisarão ser instaladas) as instalações são feitas como uma transação (). Novos arquivos são copiados/substituídos e as modificações registradas; necessitando remover o programa, ou voltar à versão anterior basta verificar o que foi mexido e desfazer.

Há uma certa semelhança com o docker mas com grande diferença que ao invés de fazer alterações assim dentro de um contêiner isolado o snappy está mexendo diretamente no sistema operacional.

Depois falo com mais calma deste sujeito, o snappy ainda é uma “novidade” mas uma frase na página do projeto dá uma dica sobre os planos que eles tem para este sujeito:

“(…) we’re delighted to make it available on every Ubuntu certified cloud.”

Não disse que faltava contar uma coisa?

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